domingo, 28 de dezembro de 2014

"Fechar os olhos não muda nada. As coisas não desaparecem pelo simples facto de não as estares a ver. Pelo contrário. Da próxima vez que abrires os olhos, revelar-se-ão ainda piores." - Haruki Murakami (Kakfa à beira-mar)

Preciso de ter alguém que sinta o mesmo que sinto por ele. 
Preciso de um amor correspondido.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Diferente

Quase todos vêm-me como se fosse algo de outro mundo, algo fora do normal. Todos acham-me diferente, por simplesmente não ter os mesmos gostos que eles têm. A sociedade gosta de ditar que para seres feliz precisas seguir um protótipo. Precisas de gostar o que a maioria gosta e de fazer o que a maioria faz, se não o fizeres, és considerado diferente. E sinto isso na pele. Tantas vezes as pessoas tentam dizer-me “Não podes ser assim!”. E perguntou-me, porquê? Porquê que não posso ser como eu sou? Porquê que tenho que ser igual aos outros? Não consigo perceber.
Não sei qual o mal de ser diferente, de ter gostos diferentes, de ter opiniões diferentes.
Confesso que construí uma barreira invisível que mantém-me uma certa distância dos outros, não deixo os outros entrar assim tão facilmente. Prefiro ficar sozinha dentro da minha barreira de protecção do que deixar os outros entrar. Isso pode ter-me afastado muito dos outros, pode ter sido isso, a razão de não ser uma faladora nata. De não conseguir exprimir-me pela fala. Sim a minha comunicação não é das melhores, muitas vezes pareço uma retardada a falar. Mas verdade é que desde pequena nunca fui muito faladora, fui sempre reservada. Parece que já está-me no sangue. E nunca gostei muito das interacções sociais, gosto de falar com as pessoas, mas só com aquelas que fazem-me sentir à vontade e que sei que não estão a julgar-me. Com essas pessoas falo pelos cotovelos e nunca mais paro. Enquanto com outras, que nem sequer conheço, nem digo um piu. Isso é umas das razões pelo que acham-me diferente.
Depois vêm os gostos, não sou aquela pessoa que gosta de sair à noite como muitos jovens o fazem. Sou daquelas que prefere ficar em casa do que ir sair para beber uns copos ou para conviver. E sinto-me bem assim e não sei porque raio os outros não conseguem ver isso. Só por não gostar de álcool já sou vista de lado e muitos querem que comece a gostar só porque sim.
Mas eu sou assim, não gosto do sabor do álcool, não gosto de café (só com leite ou chocolate), não gosto de sair à noite e não sou uma pessoa sociável como muitos o são. E isso faz-me parecer um bicho raro, algo do outro mundo.
Acredito que há muita gente por aí, igual a mim ou com gostos semelhantes aos meus. Não devo ser a única ave rara.
Mas é triste que a sociedade tente mudar aquilo que nós somos. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Todos a desejarem um feliz natal e a darem beijinhos, e por trás é só falar mal.