domingo, 29 de março de 2015
Devaneios
Na sexta-feira calhou-me ouvir a conversa entre os meus coordenadores sobre mim. E óbvio que não disseram pontos positivos. O que deixou-me bastante em baixo. Disseram que eu sou aquilo e aquilo, que ainda não integrei-me e por minha culpa. Isso tudo, por ser demasiada quieta e de não falar. Confesso, não sou uma pessoa muito faladora, muitos podem estar ali a falar da vida deles e a contarem aquilo deles e eu nem um piu digo! É algo que sinto que tenho que mudar, mas não consigo falar em grupo, se tiver só com uma pessoa, ainda consigo desenrascar-me agora em grupo, que parecem umas matracas e nunca mais se calam, não consigo entrar na conversa. E por causa disso, já dizem que eu sou aquilo e aquilo!
quarta-feira, 25 de março de 2015
Fiz merda e agora?!
Aqui a Su fez porcaria no trabalho!
O meu coordenador mandou-me uma especificação do meu mini-projecto e então eu segui à letra, tendo algumas dúvidas ali e acolá e pensei, foi ele que mandou é para fazer isto à letra. E como sou ingénua fiz, nem sequer dei ao trabalho de pensar que as coisas poderiam não ter sentido nenhum. Erro meu! Disse lá ao coordenador que tinha acabado e ele lá mandou para os testers e pronto foi a gota de água.
"Ah isto não faz aquilo, isto não tem sentido nenhum." E pronto tudo mal.
E eu só dizia pois e pois. A minha voz a tremer e a tropeçar nas palavras, nem defender conseguia. Nem sabia o que dizer ou como reagir. Sei que fiz merda, devia ter pensado que as coisas não faziam sentido e ter puxado pela minha cabeça, mas fui ingénua e acreditar que era só para fazer a especificação. E agora a minha imagem decresceu numa tal maneira, sinto-me como se fosse uma incompetente. Senti logo aqueles olhares julgadores postos em mim. Mas o mais chato é que antes de ir para testes já tinham-me chateado de uma tag de aparecer na pré-visualização do corpo do mail do outlook. Andei as voltas e voltas a tentar perceber o porquê daquilo acontecer, até que vi que o erro nem era meu, era uma definição do outlook. Quando o corpo do mail é curto e não preenche a pré-visualização, o Outlook tem por hábito meter a tag para dizer que é o fim. E quando descobri isso, disse lá a pessoa, e acham que ela acreditou em mim?! Claro que não! Começou a dizer para ver bem que não era bem assim, até tive que espeta-lhe a pesquisa que fiz e o exemplo à frente do nariz. E pelos vistos, vai acontecer o mesmo com o tester. Mas o que anda a assombrar-me é a culpa de ter feito as coisas mal, de ter sido uma má profissional. E também atormenta a ideia do que os outros podem pensar de mim.
O meu coordenador mandou-me uma especificação do meu mini-projecto e então eu segui à letra, tendo algumas dúvidas ali e acolá e pensei, foi ele que mandou é para fazer isto à letra. E como sou ingénua fiz, nem sequer dei ao trabalho de pensar que as coisas poderiam não ter sentido nenhum. Erro meu! Disse lá ao coordenador que tinha acabado e ele lá mandou para os testers e pronto foi a gota de água.
"Ah isto não faz aquilo, isto não tem sentido nenhum." E pronto tudo mal.
E eu só dizia pois e pois. A minha voz a tremer e a tropeçar nas palavras, nem defender conseguia. Nem sabia o que dizer ou como reagir. Sei que fiz merda, devia ter pensado que as coisas não faziam sentido e ter puxado pela minha cabeça, mas fui ingénua e acreditar que era só para fazer a especificação. E agora a minha imagem decresceu numa tal maneira, sinto-me como se fosse uma incompetente. Senti logo aqueles olhares julgadores postos em mim. Mas o mais chato é que antes de ir para testes já tinham-me chateado de uma tag de aparecer na pré-visualização do corpo do mail do outlook. Andei as voltas e voltas a tentar perceber o porquê daquilo acontecer, até que vi que o erro nem era meu, era uma definição do outlook. Quando o corpo do mail é curto e não preenche a pré-visualização, o Outlook tem por hábito meter a tag para dizer que é o fim. E quando descobri isso, disse lá a pessoa, e acham que ela acreditou em mim?! Claro que não! Começou a dizer para ver bem que não era bem assim, até tive que espeta-lhe a pesquisa que fiz e o exemplo à frente do nariz. E pelos vistos, vai acontecer o mesmo com o tester. Mas o que anda a assombrar-me é a culpa de ter feito as coisas mal, de ter sido uma má profissional. E também atormenta a ideia do que os outros podem pensar de mim.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Lembranças do passado
Hoje encontrei-me sentada no local onde passávamos mais tempo juntos na faculdade. Há tanto tempo que não sentava-me ali para estudar. E hoje ao estar naquele local deu-me um aperto no coração e fui assaltada por um monte de recordações. Olhava para a porta à espera de ver-te entrar com o copo de água na mão, coisa que costumavas fazer muito. Olhava para o sítio onde encontravas-te sempre e via a tua imagem. Vi os teus amigos e a tua imagem voltou a reaparecer. Mesmo sabendo que nunca mais ias meter os pés naquele lugar, fui assombrada por estes pequenos pormenores. Até que respirei fundo e disse para mim mesma: "Isso tudo faz parte do passado, agora estou no presente.". Ignorei as lembranças e foquei-me no artigo que tinha para estudar. E foi assim que consegui combater os meus demónios interiores.
Salve-se quem puder!
Sou muito cuidadosa quando diz respeito a amizades. Não sou daquelas que gosta de amizades superficiais que tem amigos para ir para os copos e sair. Prefiro as amizades verdadeiras em que posso confiar e ser eu própria sem ser julgada. Isso sim, são amizades que valem a pena.
E mesmo as pessoas sendo lá simpáticas, já vi muita coisa só de estar observa-las e digo-vos elas não interessem a ninguém. Só aquelas atitudes mesquinhas, não quero pessoas assim como amigos, por mais simpáticas que sejam, há-de chegar uma altura em que vão ser uma completa desilusão.
Hoje fui julgada, por ser calada e quieta. Duas começaram a falar que têm se conversar muito quando se está a fazer projectos, e uma vira-se para mim "por isso tem que se falar". E a outra com um ar de cabra diz: "Obrigada". E desatam-se a rir. Eu nem se quer disse nada. Só por não falar da minha vida quando os outros estão a falar não quer dizer que não fale quando é preciso. E não estou em projectos que envolva para falar e quando eu preciso eu pergunto. Tantas vezes pedi ajuda e disseram desenmerda-te indirectamente. Não consigo perceber aquelas duas!
Eu não quero andar a contar a minha vida a elas e muito menos afeiçoar-me porque sei que no final vou-me lixar, prefiro ficar na minha!
E já deram-me o conselho, que para sobreviver na selva é preciso usar uma máscara, não preciso ser eu própria, porque eles não querem saber, preciso inventar uma máscara que me esconda daqueles selvagens sem escrúpulos. E ando a pensar seriamente nisso, é como se fosse interpretar um papel só para conseguir sobreviver.
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