Pensei em que levar o não ia fazer-me sentir uma miserável. Mas a realidade é que estou a lidar muito bem com a situação. Sinto que retirei um peso de cima de mim e sinto-me muito mais leve. A incerteza estava a torturar-me, mas com o teu não essa incerteza foi silenciada e agora sei que a única coisa a fazer é seguir em frente. Vou dedicar aos meus pequenos projectos e viver um dia de cada vez. E pela primeira vez na vida, sinto esperança que o tal ainda está por aí e que vou encontrar um dia.
domingo, 12 de julho de 2020
terça-feira, 7 de julho de 2020
Já dou razão ao meu colega mesmo não concordando com ele, dou-lhe o prazer de pensar que está certo e que estou errada.
Não tenho forças para estar ali a debater com coisas que não vou ganhar nada com isso. Deixo para lá e não quero saber. Ele pensa que ganhou o debate ou que lhe dou razão mas no fundo discordo completamente com ele. Mas não vou estar ali a discutir pontos de vista quando o outro lado não quer ver. Já não quero saber e nem sequer dou importância, há coisas mais importantes. Ele tem uma opinião e eu outra e deixo-o falar sozinho.
Não vou deixar afectar pelos julgamentos dele. Não sabe nada sobre mim e claramente temos divergências no pensamento lógico. Não é aquele olhar julgador que vai deixar-me a pensar que sou má pessoa ou que sou má profissional, porque sei que não sou. Tento educar-me e tentar perceber novos pontos de vista e adoptar novas ideias ao invés de passar o tempo a ver tiktok e fazer vídeos para conseguir um número máximo de visualizações, algo que ele faz. Não quero criticar o rapaz por escolher dedicar o seu tempo a essas coisas mas isso não faz que ele seja melhor do que eu com aqueles olhares julgadores.
sexta-feira, 3 de julho de 2020
Eu não sou aquilo que faço
Eu sou muito mais do que o meu trabalho. Os meus colegas não sabem muita coisa sobre mim, além da minha chefe, que antes considerava como amiga, até aperceber-me que afinal não era assim uma boa pessoa para ser amiga. Os meus desabafos eram expostos aos outros, como se fosse uma coisa perfeitamente normal, ela não via nada de errado nessa situação. Até que, tive recuar e começar a cortar laços. Nos dias de hoje, já não falamos como antes, somos meras conhecidas. Ela é a minha chefe e eu a sua subordinada. Até prefiro assim, aprendi que é difícil criar relacionamentos de amizade no trabalho e que as coisas nunca são o que parecem. Ela podia ser a pessoa que mais conhece dali mas a realidade é que parece que não me conhece de todo. Quando comentei que gostava de ler, não acreditaram em mim, até tanto que a minha suposta "amiga" acusou-me de mentir e de querer parecer intelectual. Isto é uma prova que não conhecem quem eu sou. Eu não sou aquilo que faço ou que mostro ser profissionalmente, eu sou muito mais do que isso. Achei piada também de as pessoas comentarem que fui uma criança bastante protegida, enquanto não sabem nada da minha vida. Não sabem que os meus pais passaram dificuldades para criarem-me que eu até aos 16 anos tive que dormir numa sala porque não tinha quarto. Elas não sabem nada do que passei, e gostam de meter etiquetas no seu bem entender que eu tive isto e aquilo. O meu lado profissional não define-me como pessoa nem a vida que levei. O meu lado profissional é simplesmente o meu ganha pão. Claro, que elas não sabem que estou super desmotivada e que não estou a gostar daquilo, mas continuo na mesma a fazer porque preciso pagar contas. As minhas colegas tem uma imagem preconcebida de mim que não corresponde a realidade. Antes, poderia fazer-me uma certa confusão, mas agora vejo o quão ridículo isto é. Nem fazem ideia dos projectos que estou metida fora do meu trabalho, não fazem ideia sobre as minhas paixões, sobre as minhas tristezas, sobre quem realmente eu sou. O que sou lá é a minha versão profissional daquilo que faço e não o meu verdadeiro eu. E ao perceber-me disto, senti-me mais segura e mais feliz. Estou aprender que separar a vida profissional e da pessoal tem as suas vantagens e tendo em conta que não sou uma pessoa muito dada e sou bastante reservada foi a melhor atitude que tomei, para a minha protecção.
As pessoas são tão más! Gostam tanto comentar e dar a opinião sobre a vida dos outros e insinuar coisas, enquanto no fundo o que elas sabem da vida de uma pessoa é nada!
A verdade é que as pessoas que fazem isso são más. Rebaixar os outros, fazerem que os outros sintam-se mal, enquanto não sabem nada do que estão a falar é simplesmente um ato de maldade.
E essa é a dura realidade.
A verdade é que as pessoas que fazem isso são más. Rebaixar os outros, fazerem que os outros sintam-se mal, enquanto não sabem nada do que estão a falar é simplesmente um ato de maldade.
E essa é a dura realidade.
segunda-feira, 29 de junho de 2020
Pequenos Projectos
Ando com vários projectos em mãos. E estou bastante motivada! São projectos pessoais, que podem crescer ou não. Notei que este ano, ando a fazer mais pela minha vida do que nos anos anteriores.
Estava a precisar deste abre olhos, para perceber que mereço mais e tentar descobrir algo.
A minha vida não pode ser: acordar de manhã, ir trabalhar, aturar as loucas das minhas colegas e ser rebaixada dia após dia. Eu mereço muito mais do que isso! Por isso, virei o meu foco para os meus projectos pessoais. Antes estar a remoer como antes fazia, com o stress do trabalho e as coisas desagradáveis que os meus colegas fazem, estou a virar essa energia negativa para focar-me nos meus pequenos projectos. Ás vezes penso que é demasiada coisa ao mesmo tempo e que preciso de foco para cada uma dessas coisas, mas a realidade é que ando tão motivada que prefiro trabalhar um bocadinho aqui e acolá. E isto está a dar-me mais força para levantar de manhã, agora tenho um significado e algo para lutar. Também quero voltar a estudar novamente, ter mais conhecimento e subir a nível profissional. Porque neste momento, sinto-me a estagnar, não aprendo nada de novo, trabalho que nem uma louca e recebo uma miséria. Aquilo que recebo nem dá para pagar uma renda e nem contas da casa. Por isso, acho que está numa boa altura em focar-me em algo. Fiquei demasiado tempo na minha zona de conforto sem dar luta e chegou o momento para fazer frente, lançar-me a novos desafios! Quero construir algo para mim. Enquanto, a minha chefe anda a fazer-me bullying e as outras andam a passar o tempo a falar mal uns dos outros, eu ando caladinha e focada em tentar reinventar-me.
quarta-feira, 3 de junho de 2020
Há um ano, no trabalho tivemos que aprender a trabalhar com uma aplicação de gestão nova. Ninguém passou o conhecimento sobre a aplicação. E as minhas colegas não quiseram perder tempo e nem tiveram vontade de aprender a trabalhar com aquilo.
E sendo assim, mandaram-me as tarefas para cima de mim para eu andar a bater com a cabeça nas paredes até conseguir atinar com aquilo. E assim que atinei com aquilo, tive que ensinar-lhes como mexer. Elas não tiveram a curiosidade em ir à descoberta, simplesmente esperaram que eu fizesse o trabalho todo e depois explicasse como funcionava. Tanto que isso deu-me um poder de conhecimento da aplicação que elas não têm. Depois desse trabalho todo e do stress que tive, quem ficou como Focal Point da aplicação foi uma delas.
E hoje em dia, a minha colega farta-se de perguntar coisas e pedir apontamentos e passar o trabalho chato que tem com a aplicação para cima de mim. E quando é necessário falar com alguém, pede-me para explicar-lhe, para saber o que dizer.
Até os documentos de excel notam-se as diferenças. Enquanto os meus estão cheios de formação e bem formulados, os dela estão desorganizados e nada coesivos.
O mais injusto disso é que a chefe sabe dessa situação e apoia.
E explicou que ela tem que ser o Focal Point, porque assim tem a possibilidade de trabalhar a partir de casa. Enquanto eu, não posso dar a esse luxo. Tenho que estar ali, porque é necessário.
Sinto-me tão frustrada!
Farto-me de trabalhar, de mostrar um bom trabalho e no final levo uma palmadinhas nas costas e as minhas colegas levam com as relíquias todas. Não acho isto justo e nem o correcto!
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