O que faz-me sorrir nestes dias complicados é chegar a casa e ter a minha família, em que nos olhos deles sou amada e bem recebida. Adoro sentir que alguém neste mundo gosta de mim e que não me olhem com arrogância, isso já basta estar no trabalho assim. Adoro sentir que gostam muito de mim e que desejam o meu bem. É o que dá força para continuar nesta vida.
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terça-feira, 16 de julho de 2019
domingo, 14 de julho de 2019
A minha vida neste momento
Há um ano que abracei um novo desafio. Naquele momento pensei que seria o mais correcto para mim que ia evoluir e que ia fazer-me feliz. De facto nos primeiros meses correu tudo às mil maravilhas, estava feliz e empolgada por fazer algo novo e totalmente diferente do que estava habituada. Mas ao fim de 5 meses comecei a duvidar se fiz a escolha certa, comecei a ver que afinal não era assim tão bom. E agora arrependo-me por não ter lutado mais por mim e ter deixado influenciar por uma pessoa. Neste momento não me sinto feliz, nem empolgada. Não aprendi nada a nível profissional para adicionar ao currículo. O que aprendi foi que as pessoas mesmo sendo simpáticas fora do local de trabalho podem ser bastante integráveis lá dentro. Que ninguém pensa um pouco no próximo. O que fez abrir-me os olhos e tenho que pensar primeiro em mim e não querer saber se o próximo vai sofrer com as consequências. Sinto-me bastante deprimida com a vida e depois mais essa situação profissional não me ajuda. Passei o fim de semana em casa sem vontade de sair e sem vontade de apanhar sol. É surpreendente como um local de trabalho que é tóxico pode mexer com uma pessoa e deixar de rastos. Todos os dias é sempre a mesma coisa, nada de novo ou algo emocionante. Pessoas tóxicas, arrogantes que gostam apontar os dedos aos outros e fazerem sentir-se miseráveis. Um trabalho onde não se usa o raciocínio lógico, nem a criatividade a única coisa que se utiliza é a memória. Temos que decorar só como as coisas funcionam e ponto final. Que prazer isso dá? Há quem goste decorar coisas e voilá, só aplicar o que decoramos para saber se está tudo certo. Sinto o meu cérebro parado, antigamente utilizava o meu raciocínio lógico e sentia-me mais activa mentalmente, agora, nem isso! Sinto-me a morrer intelectualmente. A única coisa boa é que não tenho que trabalhar fins-de-semana e nem fazer horas extravagantes. Mas estar num local de trabalho, onde as pessoas são super simpáticas pela frente e umas falsas moralistas não é um ambiente agradável. Precisava de ir para um sitio longe, ir numa aventura, estar sozinha para tentar encontrar o meu rumo e ir atrás com unhas e dentes. Precisava de fazer um "retiro espiritual" para tentar encontrar sentido para esta vida. Conhecer-me e ver o que faz sentido. Precisava de desaparecer por uns dias, sozinha sem ninguém para tentar encontrar o que faz falta na minha vida. Claro que a situação nos outros pontos da minha vida não estão bem, nada está bem neste momento. Já pensei em despedir-me e ir viajar pelo mundo. Neste momento, preciso ir para bem longe.
Foi um longo testamento mas retirou-me um peso de cima.
sexta-feira, 12 de julho de 2019
Voltei novamente, e não vim com boas notícias ou vim para contar momentos felizes.
Voltei porque precisava de desabafar, porque neste momento, interiormente estou num caos!
Sinto-me completamente perdida, a minha vida está sem nexo, sem rumo. Não sei para onde ir e o que fazer à minha vida.
Estou mergulhada numa depressão da qual não sei como escapar. Não me apetece fazer nada. Perdi interesse por tudo aquilo que gostava, não sinto alegria e nem prazer nas pequenas coisas. Sinto um vazio dentro de mim, não tenho amor só raiva. Preciso de mudar de rumo em ir em alguma direcção mas estou sem rumo. Não tenho forças estou completamente abalada numa depressão sem fim. É horrível! Não estou a gostar do meu trabalho, não me sinto a evoluir e sinto que estou a ficar para trás na minha vida profissional. Preciso de desabafar, deitar cá para fora todo este ódio que tenho dentro de mim. Pode ser que ajuda, já que escrever é uma terapia para alma, pode ser que ajude-me a passar esta fase.
terça-feira, 21 de março de 2017
A minha sina
Depois da bomba ter caído em cima fui para casa com uma angustia e um nó no peito. Apetecia-me gritar em plenos pulmões para conseguir libertar-me da dor que tinha dentro de mim, mas não o fiz. Mantive-me calma até chegar a casa. Quando cheguei meti-me debaixo do chuveiro, meti a água mais quente que conseguia suportar. Aí, chorei em silêncio, chorei como se não houvesse amanhã e gemia baixinho para libertar-me da dor. Por fim, meti água bem fria para lavar as minhas angustias e irem pelo cano abaixo. Assim que sai do banho, olhei-me ao espelho e vi a minha imagem. Vi um olhar cheio de dor e vi uns olhos inchados e vermelhos. E disse a mim mesma "Está na hora de seguir em frente. E primeiro de tudo tens que cuidar de ti própria". Comecei com pequenos gestos, meti o tónico facial, o creme para as olheiras, o creme para o cabelo, aos poucos e poucos fui cuidado de mim. E a partir de hoje vou cuidar mais de mim já que não era um procedimento habitual.
Não vai ser fácil os próximos tempos, mas sei que sou forte e vou conseguir ultrapassar isto.
Não vai ser fácil os próximos tempos, mas sei que sou forte e vou conseguir ultrapassar isto.
Afinal só fui a jeitosa para ele porque no fim pediu a outra em casamento. Fui apenas a outra sem saber. Esta é que é a minha triste sina.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Desaparecemos sem dizer um adeus. Tudo acabou de um dia para o outro. Eu sei que fiz tudo e tentei tudo, mas mesmo assim sinto remorsos que poderia ter feito mais na altura certa e não fiz. Mas a verdade é que também poderias ter tentado e não tentaste. Deixaste ficar sem fazer nada enquanto eu é que comecei a lutar e tu simplesmente nada. Foi por tua causa que consegui encontrar força para levantar-me todos os dias de manhã. Deste-me força para levantar e ir trabalhar. Chegar ao trabalho e ficar a tua espera pelo teu bom dia era uma alegria para mim. Tinha encontrado a motivação e um motivo para ser feliz e querer ir trabalhar. Mesmo fazendo aquilo que não gostava deste a força para enfrentar e começar a gostar daquilo, sentia-me motivada. O teu até amanhã deixava-me ansiosa pelo amanhã. E de um momento para outro fomos separados sem dizer um adeus. Sem dizer um até breve, simplesmente, foi um até amanhã que nunca foi um amanhã. Desaparecemos da vista um do outro. Andei uns meses feliz mas só andava a enganar a mim mesma. Caí outra vez na desmotivação, levantar todos os dias têm sido um pesadelo. Sinto saudades tuas, mas sei que não fizeste nada e que nem deixaste entrar-me. Deixaste-me cheia de dúvidas! Mas ao fim deste tempo acabaste com as minhas dúvidas. Fizeste perceber que eu fiz de tudo e que tentei, tu é que não quiseste.Tiras-te um peso enorme cima de mim. A dúvida que assombrava-me todas as noites desapareceu. Agora, tenho forças para seguir em frente e deixar isto no passado. Sinto-me como nova!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Agora é quando preciso mais de ti. Um abraço teu, nem que seja até umas palavras de conforto. É altura de fazeres qualquer coisa. Porque eu preciso de ti mais do que nunca. Quero que faças parte da minha vida, porque neste momento estar sozinha na situação que estou e não ter o teu conforto é uma tortura.
domingo, 30 de outubro de 2016
Odeio quando as pessoas metem o nariz onde não são chamadas
Eu levo sempre almoço de casa e fico sempre no meu cantinho sossegada na vida a comer.
Não meto-me com ninguém e preferia que fizessem o mesmo comigo.
Aos poucos e poucos estou-me a tornar vegetariana por vários motivos. Entre eles estão a ética e a saúde.
Então estava nesses dias a comer sossegada na vida a comer as minhas almôndegas vegetarianas, enquanto uma gaja lá vira-se para mim e pergunta-me o que estou a comer. Lá disse o que estava a comer e perguntou-me logo se era vegetariana. E antes a conversa ficar por aí, começou logo o interrogatório disparado por várias pessoas, tudo ao mesmo tempo. Quase não tinha tempo para pensar e processar. Era tudo a disparar contra mim. Dava respostas vagas e simples porque queria acabar com aquilo o mais rápido possível. E tudo o que dizia aproveitavam para atacar-me. De facto, dizia muita coisa sem pensar por causa do pânico que estava a crescer dentro de mim, sentia os sintomas da ansiedade apoderar-se de mim de uma tal maneira que bloqueava o meu raciocínio lógico. E o mais estúpido é que eles só ouviam aquilo que queriam para poderem atacar.
Então o ataque foi mais ao menos do género;
"Então és vegetariana porquê?" - Pergunta a loira
"Por várias razões, primeiro por causa dos animais e também por causa da saúde." - Digo eu
"Também é por causa dos animais?" - Pergunta uma gaja do outro lado da ponta
"Sim." - Digo eu já a entrar em pânico de todos os olhos postos em mim
"Sabes que os vegetais também são seres vivos e têm que ser mortos para serem comidos". - Continua a estúpida da outra ponta
E os comentários parvos e estúpidos não ficam por aí.
"Mas não comes carne porquê? Dá-te pena os animais é?" - Pergunta a estúpida deste post
"Sim, por causa nos matadouros" - Disse a primeira coisa que vinha a cabeça para terminar o assunto
"Mas já viste algum animal a ser morto no matadouro?" - Continua a estúpida
"Responde lá agora estou curiosa?" - E não deixava a conversa morrer
"Não mas vi vídeos."
"Sabes o que acontece lá fora não acontece aqui." - Com um sorriso trocista
Isto foi só um exemplo, do que andaram para ali a falar.
O mais parvo disto tudo é ser atacada por uma decisão minha, e ter-me justificar perante pessoas que não são minhas amigas e nada o porquê de tomar esta decisão que só afecta a mim. Não conseguem perceber o porquê de ainda comer peixe, não conseguem perceber o porquê que quando deixamos de comer coisas temos que indo deixando aos poucos e poucos e não tudo de uma vez. Não percebem nada e depois aproveitam para atacar. Eu respeito a decisão de cada um e gostava que fizessem o mesmo comigo. Mostram donos da razão. E depois ainda perguntam o porquê de não gostar dos meus colegas de trabalho. Fazem-me sentir que sou aquilo, que estou errada por fazer aquilo em que acredito. Não conseguem respeitar os outros. Por isso não gosto dizer aquilo que penso, porque todos só gostam de discutir para saber aquele que tem a razão. Não os suporto.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Não sou daquelas pessoas que dão-se a conhecer facilmente. Não gosto que pessoas que não significam nada para mim conhecem o meu verdadeiro eu, porque assim sabem como magoar-me. Por isso, construí uma bolha invisível na qual sinto-me protegida e não deixo entrar qualquer um. Deixo só entrar aqueles que mostram que merecem conhecer-me, que merecem o meu afecto e a minha amizade.
Sou demasiada selectiva e desconfiada. Não confio nas pessoas facilmente, porque sei que a maioria delas são mesquinhas e não são aquilo que aparentam ser. Não gosto falar de mim, no qual leva-me a ter problemas de integração no trabalho. Estão todos para ali a falarem da vida deles e sobre eles mesmos e eu ali calada. Nem um comentário faço de mim própria! Mas assim sinto-me segura. Sinto que o importante está guardado dentro de mim e ninguém têm o direito de saber.
sábado, 16 de maio de 2015
Abismo
Estou sentada no escuro com um aperto no peito.
Mal consigo respirar. A dor torna-se insuportável até ao ponto do desespero
total, de deixar de ter noção das coisas que estão à minha volta. Começo a
chorar e a vontade de gritar cresce dentro de mim. Tento gritar mas o
sofrimento é tão insuportável que sufoca-me e não consigo produzir nenhum som além dos
grunhidos. Quero gritar por ajuda: “por favor alguém me ajude?”. Mas ninguém
consegue-me ouvir, nem eu própria consigo ouvir-me. Quero um abraço apertado e
que me digam que tudo vai estar bem, que tudo está bem. Mas ninguém vem ao meu
auxílio. Não sinto nenhum afecto. E isso, fez-me aperceber como estou sozinha,
sem ninguém. E vejo-me, a cair numa
amargura profunda sem conseguir ver o fim. Os outros mal se importam com
isso. E nem querem saber da dor que sinto pelas facadas atrás das costas.
E
apercebo-me que só tenho a mim mesma.
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