domingo, 14 de julho de 2019

A minha vida neste momento

Há um ano que abracei um novo desafio. Naquele momento pensei que seria o mais correcto para mim que ia evoluir e que ia fazer-me feliz. De facto nos primeiros meses correu tudo às mil maravilhas, estava feliz e empolgada por fazer algo novo e totalmente diferente do que estava habituada. Mas ao fim de  5 meses comecei a duvidar se fiz a escolha certa, comecei a ver que afinal não era assim tão bom. E agora arrependo-me por não ter lutado mais por mim e ter deixado influenciar por uma pessoa. Neste momento não me sinto feliz, nem empolgada. Não aprendi nada a nível profissional para adicionar ao currículo. O que aprendi foi que as pessoas mesmo sendo simpáticas fora do local de trabalho podem ser bastante integráveis lá dentro. Que ninguém pensa um pouco no próximo. O que fez abrir-me os olhos e tenho que pensar primeiro em mim e não querer saber se o próximo vai sofrer com as consequências. Sinto-me bastante deprimida com a vida e depois mais essa situação profissional não me ajuda. Passei o fim de semana em casa sem vontade de sair e sem vontade de apanhar sol. É surpreendente como um local de trabalho que é tóxico pode mexer com uma pessoa e deixar de rastos. Todos os dias é sempre a mesma coisa, nada de novo ou algo emocionante. Pessoas tóxicas, arrogantes que gostam apontar os dedos aos outros e fazerem sentir-se miseráveis. Um trabalho onde não se usa o raciocínio lógico, nem a criatividade a única coisa que se utiliza é a memória. Temos que decorar só como as coisas funcionam e ponto final. Que prazer isso dá? Há quem goste decorar coisas e voilá, só aplicar o que decoramos para saber se está tudo certo. Sinto o meu cérebro parado, antigamente utilizava o meu raciocínio lógico e sentia-me mais activa mentalmente, agora, nem isso! Sinto-me a morrer intelectualmente. A única coisa boa é que não tenho que trabalhar fins-de-semana e nem fazer horas extravagantes. Mas estar num local de trabalho, onde as pessoas são super simpáticas  pela frente e umas falsas moralistas não é um ambiente agradável. Precisava de ir para um sitio longe, ir numa aventura, estar sozinha para tentar encontrar o meu rumo e ir atrás com unhas e dentes. Precisava de fazer um "retiro espiritual" para tentar encontrar sentido para esta vida. Conhecer-me e ver o que faz sentido. Precisava de desaparecer por uns dias, sozinha sem ninguém para tentar encontrar o que faz falta na minha vida. Claro que a situação nos outros pontos da minha vida não estão bem, nada está bem neste momento. Já pensei em despedir-me e ir viajar pelo mundo. Neste momento, preciso ir para bem longe.

Foi um longo testamento mas retirou-me um peso de cima.
"Onde há uma entrada tem de existir uma saída. As coisas foram concebidas desse modo, são assim mesmo." - Haruki Murakami em Flíper, 1973

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Voltei novamente, e não vim com boas notícias ou vim para contar momentos felizes. 
Voltei porque precisava de desabafar, porque neste momento, interiormente estou num caos!
Sinto-me completamente perdida, a minha vida está sem nexo, sem rumo. Não sei para onde ir e o que fazer à minha vida.
Estou mergulhada numa depressão da qual não sei como escapar. Não me apetece fazer nada. Perdi interesse por tudo aquilo que gostava, não sinto alegria e nem prazer nas pequenas coisas. Sinto um vazio dentro de mim, não tenho amor só raiva. Preciso de mudar de rumo em ir em alguma direcção mas estou sem rumo. Não tenho forças estou completamente  abalada numa depressão sem fim. É horrível! Não estou a gostar do meu trabalho, não me sinto a evoluir e sinto que estou a ficar para trás na minha vida profissional. Preciso de desabafar, deitar cá para fora todo este ódio que tenho dentro de mim. Pode ser que ajuda, já que escrever é uma terapia para alma, pode ser que ajude-me a passar esta fase.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Objectivos para 2019



  • Ler 30 livros ( a ver se arranjo mais tempo para isso)
  • Escrever mais posts no blog 
  • Começar a fazer pilates
  • Aprender novas skills a nível profissional
  • Aprender francês
  • Melhorar o meu inglês
É uma lista até pequenita.

Retrospectiva 2018

Parece que tenho o hábito de vir aqui escrever a minha análise de cada ano. Estou a tornar isto num ritual irónico, já que não escrevo quase nada aqui durante o ano inteiro e no final venho aqui falar de uma maneira geral como correu. É irónico!

Mas tenho que tentar quebrar esse hábito e para o ano quero escrever mais os meus devaneios aqui, não são assim muito interessantes mas pelo menos dá vida a este lugar sem vida.

Mas falando neste ano que está prestes a encerrar mais um capítulo, reparei que só escrevi 8 posts no blog, é muito pouco. Parece que isto vai de vento em poupa. Nesse aspecto tenho que concluir que está bastante mal mas nos outros aspectos até foi bastante positivo. 

Tenho que ser honesta tive um ano bastante monótono, com alguns picos ali e acolá. No meio do ano mudei de área profissional o que não me arrependo. Estou bem de saúde, li 27 livros o que não é mau (tenho que ler mais para o ano que vem), e o importante de tudo é que sou feliz. O ser feliz é o que importa aqui.

Sou feliz por isso não acho que este ano tenha sido mau de todo, mas considero muito monótono. A ver se no próximo ano, começo a ter umas aventuras para contrariar isso.

E ainda não contei, tenho um vizinho todo bom à minha frente que mudou-se a pouco tempo. Vá já é uma alegria, e já posso dar de comer aos meus ricos olhinhos. 

E pronto é assim o meu ano.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Casamentos da Sic (Casados à primeira vista)

Não sei o que me choca mais... Se o programa em si ou as personagens que concordam em participar naquela palhaçada.

Obviamente, que as personagens que ali aparecem devem ter algum problema naquela cabecinha.

Mas quem é que no seu perfeito juízo mental ia querer casar com um desconhecido?

Mesmo estando solteirona há anos, nunca passaria pela minha linda tola casar-me com um desconhecido.

Só por serem 76% compatíveis em algo não quer dizer que vão se apaixonar.

Sou old school em relação a isso. Acredito que o amor não tem regras.