quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Intuição

Há algum tempo atrás, numa troca de emails com um moço no trabalho, reparei que tinha o mesmo nome que um colega meu na faculdade. Mas como era um nome comum não dei importância. A troca de emails continuavam, e nunca tínhamos estado em contacto pessoalmente. Aquela pessoa deveria ser uma cara estranha, escondida por detrás de um email. Mas algo cá dentro dizia-me que ele não era um estranho e que era o meu colega. Tinha uma certeza absoluta que era ele! É algo que não consigo explicar. A minha intuição afirmava-me que era ele sem ter provas em concreto.
Hoje tive a prova que aquilo que sentia era verdade.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Uma das loucas das minhas colegas, está sempre a passar os temas dela para mim, com a desculpa que não tem tempo de tratar do assunto. E a ironia das ironias, é que quando precisamos de uma mãozinha, tem a desculpa de não conseguir ajudar porque os temas não são dela.
O conhecimento dela,  deve-se muito a mim, por ter perdido o meu tempo a bater com a cabeça para perceber como os processos funcionavam para depois explicar-lhe. E no final, é ela que está a levar os louros todos. O trabalho todo chato passa para mim e recebe a medalha por fazer um bom trabalho.
O mundo é mesmo dos espertos!

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Escrever

Desde pequena que tenho uma força vontade de escrever sobre tudo. Lembro-me em miúda de ter vários diários, onde, dedicava-me a descrever o meu dia a dia na escola, como sentia-me e os meus desabafos. Parecendo que não, ajudou-me bastante a lidar com várias emoções. Foi aí que percebi que adorava escrever. Não escrevia para os outros, escrevia apenas para mim. Até cheguei a escrever cartas imaginárias que foram só lidas por mim e agora encontram-se no fundo de uma gaveta qualquer. 
Sentia uma ânsia por escrever, queria escrever todos os dias e a toda a hora. Até cheguei ao ponto de querer continuar mas não ter nada para dizer.
Ao longo do tempo, esta pequena paixão foi desvanecendo. Os textos iam diminuído até chegar ao dia que acabou de vez. Tive muito tempo sem escrever e guardei as minhas emoções a sete chaves. O que não foi muito boa ideia, com um turbilhão de emoções dentro de mim só fez-me mal. Mas por coincidências da vida, uma amiga deu-me um empurrão para criar este cantinho e comecei outra vez a escrever. 
Senti um alivio assim que mandei tudo cá para fora. Foi como renascer, foi bom.
Contudo, não durou muito tempo, tal como aconteceu antigamente, os textos no blog começaram a ser escassos ao seu tempo. As emoções foram acumulando, causando-me um mal estar. Assim que comecei novamente a escrever os meus desabafos, consegui sentir-me bem. No último post, estava bastante stressada e assim que desabafei tudo o que sentia, fiquei mais aliviada. Notei que fez-me bem. Desta vez, não quero deixar isto desvanecer. 
Escrever é terapêutico. 

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Quando cheguei ao trabalho após as minhas férias, estava em paz e bem comigo mesma. E bastou só dois dias para meter-me numa pilha de nervos. Só dois dias!
Em apenas dois dias ouvi barbaridades atrás de barbaridades. Para começar, tive que ouvir as queixas de uma colega sobre outra. E o mais irónico é que ela queixa-se dos outros enquanto ela própria faz a mesma coisa. Queixa-se que os outros vão as compras ao invés estarem a trabalhar remotamente. Ela também faz o mesmo! E teve o descaramento de o dizer a mim enquanto precisava dela. E o mais revoltante, é que neste tempo de pandemia, tive sempre que arriscar e ir trabalhar para o local de trabalho, enquanto ela não. Desde que isto tudo começou, nunca meteu os pés no local de trabalho, porque é uma pessoa de risco e sendo alguém de risco tem que ficar a trabalhar a partir de casa. Mas no seu entender, ela é só de risco para ir trabalhar, porque para ir as compras ou para ir passear com as amigas já não se considera uma pessoa de risco e faz tudo a grande.
Hoje, pediu-me ajuda no trabalho com a desculpa de ter tanto trabalho que nem consegue ir a esteticista fazer a depilação. 
E queixa-se que os outros estão a fazer coisas durante o trabalho, enquanto ela admite que queria ir a esteticista no horário laboral. É irónico!
E além disso, ela é daquelas pessoas que são difíceis de lidar. Quando as coisas não estão como ela gosta ou se tivermos o azar de nos enganarmos em alguma coisa, somos invadidos por uma gritaria. 
Foi o que aconteceu-me hoje e fiquei numa pilha de nervos. Tenho que admitir, não gosto de conflitos, e nem sei lidar emocionalmente com essas situações. Principalmente, com pessoas que são umas peixeiras. Estava em uma chamada com a dita cuja, e durante a conversa descobri que enganei-me a fazer uma coisa e comuniquei. E de repente parece que estou a falar com uma maníaca e não com uma pessoa civilizada. Começa com uma gritaria infernal e faltou-me ao respeito. Ao contrário dela, fui mais inteligente e respondi sempre educadamente e sem levantar o tom de voz. E com esta atitude, não consegui acalmar a louca. Tive que ter uma atitude mais extrema, ignorar. E foi aí, que a louca parou de gritar e começou a falar normalmente. Foi uma situação bastante complicada. E fiquei completamente esgotada. Não sei lidar bem com pessoas que são idiotas. Não foi um comportamento nada aceitável e nem profissional. Só mostrou ser uma pessoa desequilibrada, e com falta de profissionalismo.
É com isto que tenho que lidar no meu dia a dia. A minha sorte é o meu refúgio literário que salva-me destes loucos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

As férias passam a voar

Nestes dias que passaram, senti uma lufada de ar fresco, estar longe de um ambiente tóxico faz milagres. Sinto-me como nova e parece que renasci. E acrescentar o meu escape literário, só ajuda na equação da felicidade. Mas ao pensar que vou voltar outra vez a lidar com aquelas pessoas deploráveis, sinto-me logo agoniada. 

sábado, 14 de novembro de 2020

Não é assim tão mau estar em casa

Com este novo confinamento ao fim-de-semana, tenho mais tempo para os meus projetos pessoais e para os meus livros. 
Já antes desta pandemia, não era pessoa de andar muito fora de casa. Sempre preferi o aconchego do meu espaço, na companhia de um livro ou de um filme. Não sou um bicho lá muito sociável, e prefiro o sossego do que a barafunda. Estar no silêncio no meu espaço é algo divinal, pelo menos para mim. Se sair de casa, prefiro ir caminhar pelo meio do bosque, ou ir ler para um espaço calmo.
Os livros oferecem um escape à realidade, com isso, nunca sinto um tédio. É difícil para mim, aborrecer-me quando estou fechada em casa. 
Sei que para muitos isto não é bem assim.